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Estado do Ceará terá térmica de US$ 1 bilhão

DIÁRIO DO NORDESTE,  FORTALEZA, 10/08/2017.

A usina termelétrica a gás cujo investimento a ser aplicado no Pecém soma US$ 1 bilhão participará do próximo leilão de energia, que será realizado em outubro deste ano, segundo revelou ontem o secretário de Assuntos Internacionais do governo cearense, Antônio Balhmann.

De acordo com ele, que participou de encontro no Ministério de Minas e Energia (MME) na tarde de ontem (10), a térmica terá uma capacidade de 1 mil megawatts (MW) e deve ser instalada dentro da área da Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE) - "mas não da área alfandegada", diz.

O objetivo, inicialmente, é tornar a infraestrutura do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) cada vez mais robusta e, além disso, diversificar a matriz energética do Estado. Até hoje, além de pequenas centrais hidrelétricas, parques solares e eólicos, o Ceará contava apenas com usinas termelétricas movidas a carvão mineral. O novo empreendimento, no entanto, será movido a gás natural e tem no projeto de regaseificação do Porto do Pecém uma articulação, segundo Balhmann.

Para o próximo ano, o secretário informa que o governo planeja captar uma térmica de menor porte para atuar dentro da área alfandegada da ZPE do Ceará. O empreendimento seria utilizado para dar segurança energética às indústrias que devem se instalar na Zona.

Balhmann afirmou ainda que uma das indústrias do setor de granito que deve se instalar na ZPE já teve o financiamento levado ao Banco do Brasil. O projeto está avaliado em R$ 50 milhões e é apenas o primeiro de "uma série de projetos de rochas ornamentais" almejadas pela Zona.

"20 (indústrias) já reservaram área e 4 (indústrias) estão com projetos adiantados. Então, mesmo tirando uma média inferior, aí tem pelo menos R$ 600 milhões de investimento só na área da rocha ornamental numa perspectiva próxima", estima o secretário.

Uma delas, como informado pelo Diário do Nordeste em maio deste ano, trata-se da Imarf, empresa cearense que atua há mais de 40 anos na cadeia produtiva de rochas ornamentais. A área reservada para a unidade dentro da ZPE do Ceará possui cinco hectares, e localiza-se no Setor II. O investimento necessário para instalação da planta é da ordem de R$ 20 milhões.